Mariana Crioula

mariana
 

Morrer sim, se entregar não”

(Marianna Crioula,1838)

 

Mariana Crioula nasceu em 1808, no Brasil. 

 

Foi escravizada na fazenda do Capitão-Mor Manuel Francisco Xavier, onde servia a sua esposa Francisca Elisa Xavier como costureira e mucama, e tornou-se conhecida como um símbolo feminino de resistência à escravidão no estado do Rio de Janeiro.

Protagonizou-se enquanto líder numa revolta contra a cativação de escravos negros na região do Vale do Café, em 1838. Esta revolta ficou conhecida por erguer o Quilombo de Manoel Congo ou Quilombo de Santa Catarina, sendo a própria Mariana Crioula então conhecida como a Rainha desse Quilombo e Manoel Congo seu rei. A revolta ajudou a libertar 400 outros escravos (considerada uma das maiores fugas de escravos da região fluminense), porém, acabou sendo presa junto com outros 15 homens e mulheres negros/as insurrectos/as por soldados da Guarda Nacional e por um contingente de 160 homens conduzidos pelo Coronel Luiz Alves de Lima e Silva, que teceram comentários sobre a dificuldade de imobilizá-la. Várias testemunhas afirmaram que Mariana gritava “Morrer sim, se entregar não” enquanto era levada pelos soldados, tornando-se num importante grito de resistência. Nesta data, Mariana Crioula teria cerca de 30 anos de idade. Após o julgamento, os/as escravos/as capturados acabaram por ser absolvidos/as.

Em 2021, foi homenageada pela Câmara Municipal de Vassouras com a inauguração de uma Sala de Exposições em seu nome, onde mostrava o Projeto “Revelando Vassouras” (uma iniciativa da Fundação CSN com o apoio da MRS Logística, da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e da Secretaria da Educação da Prefeitura).

No mesmo ano, a sua história é divulgada através da peça de teatro "Marianna Crioula: Um grito de resistência". O espetáculo esteve disponível durante 10 dias, com sessões gratuitas online, e enfatizou a importância da valorização das lutas de libertação das mulheres negras.

 

Fontes:

https://esquerdaonline.com.br/2021/03/17/a-luta-das-mulheres-e-o-legado-de-marianna-crioula/ 

https://www.vassouras.rj.leg.br/camara-inaugura-sala-de-exposicoes-marianna-crioula 

https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2021/08/18/peca-conta-historia-de-marianna-crioula-lider-de-rebeliao-de-negros-escravizados-em-paty-do-alferes.ghtml 
 

Fontes da imagem

https://odia.ig.com.br/vassouras/2020/12/6038054-marianna-crioula-sera-homenageada-com-sala-na-camara-de-vassouras.html 

Legenda: Gravura que seria representação de Marianna Crioula - Óleo sobre tela de Belmiro de Almeida. Acervo MAM-RJ

Responsável: Inês Guimarães, aluna em regime de intercâmbio na pós-graduação em Antropologia Social na FFLCH - USP